sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Polícia da Bahia adota o Blackberry para operações de campo

Objetivo é facilitar a tomada de decisões dos agentes

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia encontrou no Blackberry um forte aliado para as operações de campo. A força policial do estado utiliza o aparelho da RIM para consultas online de informações como placas de carros e consulta de antecedentes criminais em casos de abordagem, ajudando os policiais na tomada de decisão. “O trabalho dos policiais ganhou eficiência”, explica o superintendente de gestão tecnológica da Secretaria, Egberto Vilas Boas Lemos Filho.

O órgão iniciou os testes com o Blackberry em 2009. Os bons resultados motivaram a adoção da ferramenta ao longo deste ano. Hoje, são 300 terminais em operação, nas mãos de policiais civis, militares e agentes da Polícia Técnica. O plano é adicionar mais 200 dispositivos móveis até o final do ano, dentro do programa batizado como Mobilidade em Operações Policiais (MOB).

Lemos Filho explica que os terminais estão aptos a consultar dados da própria Secretaria Estadual e informações em âmbito federal, do Infoseg, o banco de dados nacional de informações de interesse policial. “Nosso foco é facilitar a tomada de decisões em campo”, afirma o superintendente.

Os terminais em campo permitem ainda uma gestão mais eficiente, pois é possível acompanhar a localização do policial através do sistema de GPS do Blackberry. Remotamente, também é possível saber as consultas feitas por meio do aparelho, aumentando o controle sobre as atividades. A comunicação entre os policiais também ganhou agilidade, pois eles fazem uso da função de instant message do aparelho, que permite a troca de mensagens em grupo, sem o custo do envio da mensagem de texto (SMS).

O plano agora é adicionar novas funcionalidades ao sistema. A mais recente partiu de sugestões dos próprios policiais: um alerta de veículos roubados, que é disparado para os 300 equipamentos sempre que há uma ocorrência.

Os terminais usam a rede de segunda geração (GSM) e Lemos Filho diz que não há necessidade de migração para redes de terceira geração, pois o GPRS tem dado conta, inclusive, da transmissão de fotos com a qualidade e tempo adequados. Os vencedores da primeira licitação foram a Vivo e a Oi, que cedem os aparelhos em comodato, mas o superintendente assegura que a expansão poderá ser feita com outra operadora, se a proposta comercial for melhor.

Marineide Marques

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