domingo, 6 de março de 2011

Segurança terá que trocar equipamentos de radiotransmissão



Fonte: Matéria do Jornal O Dia online - de FERNANDO MOLICA

Rio - A Secretaria de Segurança do Rio já recebeu o aviso da Agência Nacional de Telecomunicações: será obrigada a trocar, nos próximos anos, seus equipamentos de radiotransmissão. Isto porque a faixa de transmissão hoje utilizada será transferida para sistemas de telefonia móvel e conexão de banda larga em áreas rurais.
Com a decisão, até mesmo aparelhos comprados na época dos Jogos Pan-Americanos e doados para a polícia fluminense serão jogados fora. A faixa de 450 MHz também é utilizada pela Polícia Federal e pela área de segurança da Bahia.
Rádios para a Copa
Mesmo com a mudança, a polícia continua a comprar, para novos carros e instalações, equipamentos que, em poucos anos, serão descartados. O prazo para a alteração é de oito anos, mas a Secretaria de Segurança quer tudo pronto até a Copa de 2014.


Esta matéria do jornal "o DIA" apenas confirma o que eu já venho relatando insistentemente, através deste Blog. Tenho alertado "pregado no deserto", sobre esta exigência da ANATEL, que em 2006 já era uma realidade. O estado, deveria urgentemente iniciar um processo de substituição da sua plataforma de radiocomunicações de Segurança Pública e Emergência. Um planejamento eficiente demanda tempo, isto é básico, um projeto executivo, desta envergadura e responsabilidade social deve ser realizado com calma para que erros de engenharia sejam evitados. Porém, pela deficiência de comunicação entre agências, no caso ANATEL/ SENASP, estamos agora diante de uma urgência desnecessária. Urgência que poderia ter sido evitada, um simples erro de comunicação que gerou um prejuízo aos cofres públicos, que agora é inevitável. Em 2007 o governo federal investiu. aproximadamente R$ 250, 000,000,00 (duzentos e cinquenta milhões) dos cofres públicos, no planejamento e aquisição de novas tecnologias de radiocomunicações (TETRAPOL e TETRA) para o DPF e o Governo do Rio de Janeiro, em uma faixa do espectro (450-470 MHz) que já estava destinada, pela ANATEL em 2006, para a banda larga Rural.
O que deve ser observado e modificado, com este enorme equivoco administrativo, é a cultura de aquisição de novas tecnologias, de Missão Crítica para Segurança Pública, sem que haja um profundo e completo estudo antes de efetivar-se qualquer processo de aquisição.
A atual tecnologia TETRA, por exemplo, não poderá ser transformada (processo seria completamente inadequado e perigoso), para a nova faixa de frequência (VHF ou UHF) que será destinada pela ANATEL para a Segurança Pública e Emergência no Brasil. Um nova licitação tem de ser realizada e ainda dá tempo, desde que seja já. Um projeto executivo, eficiente e sem vícios, deve ser imediatamente iniciado, para tanto, o Estado deve contratar uma empresa (nacional ou estrangeira) de consultoria, que tenha a necessária, e comprovada, expertise ( capacidade e experiência) neste tipo de projeto.

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