sábado, 19 de fevereiro de 2011

Segurança Pública - Qualidade Tecnológica comprometida pela Incompetência, Negligencia e Indecência na Gestão Pública.



No Brasil a Segurança Pública está as voltas com a necessária modernização das atividades de Gestão Tecnológica, iniciada pelos Sistemas Integrados de Comando e Controle que estão sendo implantados em vários estados brasileiros, alavancados pela rápida evolução da Tecnologia da Informação e da Rádiocomunicação Digital (TETRA, P25, TETRAPOL, MDR, etc.). Porém, as instituições públicas não atingem os objetivos esperados, pois não realizam um levantamento adequado das necessidades de otimização e/ou modernização do parque instalado e do seus Recursos Humanos, para atendimento de Missões Críticas atendidas por suas instituições. Este desconhecimento (por incompetência, negligência ou indecência) de todas alternativas de tecnologias, para atendimento das necessidades da Organização, bem como a falta de trabalho integrado entre a Administração da Tecnologia e o seu Corpo Técnico e Operacional, impede o pleno conhecimento dos recursos disponíveis e as reais necessidades de aquisição de equipamentos e/ou componentes para ampliação e reparo da base tecnológica existente e/ou futura.
É importante para o sucesso de qualquer projeto, que todas as áreas envolvidas colaborem. Todos devem se debruçar sobre o projeto, procurando observar que há de mais aplicável para atender à realidade da Segurança Pública e Emergência e suas necessidades tecnológicas. Os projetos de implementação de Sistemas Integrados de Gestão Tecnológica que não deram certo, não só no Brasil mas no Exterior, basicamente resultaram do princípio básico de resistência à mudança e o temor de tudo que é novo, que é uma tendência psicológica natural de todo ser humano, este comportamento "insurgente", resulta, em grande parte, na metodologia da restrição de informação, utilizada na elaboração e/ou execução de alguns projetos públicos, onde um pequeno grupo exerce uma restrição excessiva (e desnecessária) de acesso ao objeto, o que acaba criando desconfianças, no possível impacto que será, ou poderá, ser provocado e na idoneidade do motivos de sua ampliação ou aquisição.
Contudo, o que mais prejudica a qualidade dos Processos de Modernização Tecnológica nas atividades de Missão Crítica, na Segurança Pública, é o nefasto favorecimento de determinados fornecedores de tecnologia radiocomunicações e TI. Neste caso a restrição de acesso, "quanto menos pessoas envolvidas é mais fácil direcionar o resultado", é uma estratégia aplicada para garantir que o vencedor será o fornecedor pré-determinado que geralmente não é o mais eficiente.
Para quebrar este paradigma a melhor solução é fazer com que o maior número (se não a totalidade) de componentes da Área Técnica e Operadores do Sistema, participem de todas as fases do processo decisório e de implementação dos projetos de Integração e/ou Modernização Tecnológica. O importante é fazer com que todos os envolvidos tenham o pleno conhecimento do planejamento de aquisição e /ou ampliação do sistema. Desta forma, todos os envolvidos (usuários e responsáveis técnicos), poderão cooperar com ações que promovam o sucesso do projeto.

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